Bárbara

Assim Sou

Fotografia

 Portfolio Academico

Computação Escrita e Gráfica      ULHT 2005 

 

"CAOS URBANO" 

Alguém que prefere não se preocupar com qualquer tipo de melhoramentos na sua vida e se entrega à solidão e ao alcoolismo, por forma a esquecer os problemas que tem. A droga, o álcool, a desordem são os conceitos aqui subjacentes.  

 

“ENTRE A LUZ DO DESEJO E A SOMBRA DA FATALIDADE” 

Partindo da ideia de que todos vivemos entre um polo positivo e um negativo, com constantes questões existênciais relativas á condição humana, esta fotografia pretende transmitir a mensagem de que o Ser Humano passa por diferentes estados de consciência, ao tentar compreender a realidade única, largando medos irracionais para  entar na sensação de encantamento e de prazer pessoal.

Entre o desejo do encantamento e o medo dos fenómenos fatais, há um momento de reflexão, de silêncio e contemplação, em que nos olhamos e buscamos  o caminho para a iluminação.

Até lá, estamos no meio.

 

 

 

“MATA O VÍCIO”

Num sonho, diz a alma para a mente:

 -A morte matará o vício! O vício foi uma coisa inventada por ti.

Mata o vívio! - Diz, convicta de que perdurará. ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­

A mente, ligada ao corpo, debita  informação aos músculos, enquanto que relembra o quão anti-natura é um vício, e em seguida abstem-se. Um estrondo. O corpo estremece. Os olhos abrem-se. É de noite.

Mesmo com a quantidade de informação a que um índividuo tem acesso nas actuais sociedades, ele continua a consumir, por vezes até excessivamente, produtos, criados por ele, que não pertencem à sua verdadeira e pura essência. Poderá ele viver sem ter a consciência de que não é essa a sua essência e que, por isso mesmo, o hábito e o vício de momentos mais prazerosos, ambos criados por ele devem ser regulados, tal como todos os outros elementos na sua vida?É o resultado da sociedade de consumo moderna.

Tomando como premissa a ideia de que um vício, ou uma depêndencia, por um produto natural transformado, à posteriori, pelo Homem, compensa-o com sensações de prazer, sensações essas que ele deseja por nelas obter  uma fuga à realidade física que o rodeia, à desordem, à entropia da sociedade à qual pertence, poderá ele continuar sem impôr a si mesmo a consciência de que se não se regular e matar o seu vício estará a contribuir para o crescimento dessa mesma sociedade de consumo moderna à qual pertence e tenta fugir.

Só a morte poderá trazer-lhe a libertação...